terça-feira, 28 de outubro de 2008
Nova sala de imprensa do Souza
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
ELE FEZ A HISTÓRIA DA TUNA - Francisco Maria Soares Carrapatoso

GB da Tuna Luso Brasileira e Membro da Academia Paraense de Estudos Rotários
Seu Carrapatoso, era um cidadão português, nascido no dia 28/11/1897, em Escalhão, Conselho de Filgueira de Castelo, filho de José Maria Soares Carrapatoso e de D. Maria Amélia Carrapatoso. Como muitos portuguêses, chegou ao Brasil no dia 22 de dezembro de 1912, com 15 anos de idade, passando a trabalhar com seu primo na firma F.S. Carrapatoso, estabelecida nesta capital desde 1865, logo associando-se à Tuna, tornando-se atleta de remo, muito embora dedicando-se a outras modalidades esportistas amadoras, inclusive incentivando o tiro-ao-alvo, firando-se exemplar colaborador e amigo particular do atleta paraense Guilherme Paraense, grande atirador, campeão em 1920 da modalidade, nas Olimpíadas de Antuérpia, trazendo para o Brasil uma medalha de ouro, tendo seu nome dedicado ao nosso “Stand de Tiro ao Alvo”, hoje desataivado graças a imposição desvairada dos invasôres de nossas terras ao fundo da sede olímpica.
Era casado com a Sra. Maria Isabel Silva Carrapatoso, também portuguesa, com quem teve a única filha Sra. Maria José Carrapatoso Coelho, viuva do saudoso crusmaltino Benemérito Alvaro Coêlho, pai de André e Renêe, aos quais como já afirmamos e não poderia deixar de ser, foi de uma dedicação extremada, hoje, também, ambos fazendo parte da história da natação da Tuna. Tal qual outros patrícios, por várias veses visitou seus familiares em Portugal, matando as saudades dos entes queridos e amigos mais chegados, sendo sua última viagem em 1979, em companhia do neto André. Era pessoa bastante reservada, abdicando sempre se sêr notícia sobre o que realizava pela Tuna e até mesmo os patrocínios filantrópicos a instituições sociais., como por exemplo a Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficiente, de onde foi Bemfeitor, daí porque, no livro “Tuna Sua Vida e Gloria” do saudoso Grande Benemérito Manoel Oliveira, com 384 páginas, seu nome apareceu apenas em duas ocasiões, nas páaginas 280 e 286, sem grandes ênfases, apesar de sua denotada pessoa, tunante de escol, com inúmeros trabalhos prestados ao Clube do coração. Para termos um exêmplo, em certa ocasião numa reunião domingueira no “senadinho”, em meio a muita “conversa fiada”, virou-se para outro Grande Benemérito, Waldomiro Martins Gomes, assim se expressando: “Waldomiro, nunca
mais fizemos nada de importante pela Tuna, vamos construir outra piscina além da Olímpica” ?. Waldomiro responde: “vamos, conta comigo”; deram-se as mãos dizendo: “amanhã vamos vêr o local e iniciar a construção do que prometemos” . E assim foi. Na 2ª. Feira, os dois com alguns acompanhantes, foram à Tuna, demarcaram o local, e hoje temos a piscina semi-olímpica ou social. Era assim o saudoso Carrapatoso. Foi êle o fundador do “senadinho”, convidando-nos em 1971, para fazer parte do mesmo, momento em que iniciavamos nossa trajetória na direção da Tuna, onde pertencemos até hoje com 35 anos de atividades ininterrúptas.Eis o que era o “Vovô” Carrapatoso, deixando-nos aos 89 anos de idade, levando consigo o título de Grande Benemérito e Presidente “Ad Perpetum” da Assembléia Geral da Tuna. Pessoa querida e amada realmente pela incomensurável legião de amigos, inclusive pela elitizada freguesia da “chic” Sapataria Carrapatoso, hoje dirigida pela neta querida Renêe Carrapatoso.
Por que mudar a tabela?

Notícias de uma possível mudança na tabela da Copa dos Campeões, divulgadas na semana passada, está nos cheirando marmelada ou no mínimo falta de respeito com o torcedor.
Ora, entendemos que se os resultados da primeira rodada tivessem beneficiado Remo e Paysandu não estariam fazendo toda essa movimentação para mudar a tabela.
Será que se Tuna e União tivessem perdido seus jogos haveria tanta divulgação?
Se a justificativa for público e renda não nos convence pois apenas 1.280 testemunhas assistiram o baile que Tuna e União deram na dupla. Na verdade a Tuna (como sempre) teve prejuizo e recebeu pouco mais de R$1.000,00 de cota por sua boa apresentação (assim não dá para fazer futebol!).
Se era para fazer uma final entre Remo e Paysandu, como queria a imprensa, então que tivessem feito logo um play-off com cinco jogos entre Remo e Paysandu e excluissem Tuna Luso e União Desportiva da Copa.
Alguns setores isolados tentam achar culpados para o fracasso da Copa dos Campeões. Não adianta culpar apenas os dirigentes dos clubes pois seria covardia e pura balela visto que existem mais pessoas, com poder de decisão, se escondendo por trás da crise.
Essa Copa já nasceu morta e não deveria nem ter sido realizada. A SEEL poderia ter repassado a verba da organização do torneio diretamente para os clubes ao invés de dar para a FPF organizar um torneio que poderia ou não ter sucesso. Caso o dinheiro fosse transferido diretamente para os clubes, poderiam amortizar parte de suas dívidas. O torneio em si só serviu para movimentar os times e mais nada.
Se somarmos a todos esses enganos as péssimas campanhas e desastrosas administrações de nossos clubes nos últimos tempos fica muito difícil esperar que os poucos torcedores que ainda vão ao estádio continuem apoiando o futebol em Belém.
No final ainda está arriscado dizerem que o culpado de tudo é o pobre do torcedor.
Paysandu ameaça abandonar Copa dos Campeões
O Torneio do Centenário pode ficar pela metade. O presidente do Paysandu, Luiz Omar Pinheiro, está aguardando a resposta da Federação Paraense de Futebol sobre a transferência das últimas rodadas da competição. Caso a proposta do Papão seja recusada, o dirigente bicolor assegurou que o time deixará o certame. O motivo, segundo o presidente, é a falta de retorno financeiro. Na primeira rodada do torneio, Remo e Paysandu arrecadaram migalhas.
Luiz Omar Pinheiro sugeriu que, na próxima quinta-feira, houvesse rodada dupla com Tuna e União Esportiva, Remo e Paysandu. No sábado, seria disputada a rodada final da competição. 'O Paysandu encaminhou um documento para a FPF na semana passada. Como o Time Negra joga na terça-feira e o Águia na quarta, então poderia haver uma rodada na quinta e a final no sábado, para terminar logo com isso', explicou o presidente bicolor.
A Federação Paraense de Futebol (FPF) deve se pronunciar nesta semana sobre a proposta do Paysandu que, desde o início da competição, tem mostrado resistência em participar do Torneio do Centenário. De acordo com a tabela da FPF, a próxima rodada da competição seria disputada sábado. Depois, ainda faltariam duas etapas: a terceira rodada e a final. A competição só terminaria em 8 de novembro.
'Quando concordei em disputar, havia perspectiva financeira. Não tem porque ficar mantendo despesas. Tenho que pagar o Mariozinho, que foi contratado como auxiliar do Nad e precisou comandar o Paysandu. Tive que ficar com os meninos que iriam embora. Eles ainda colaboraram. Não receberam um salário, mas houve uma gratificação', desabafa Luiz Omar Pinheiro, presidente bicolor.
Remo - O caso do Remo é ainda pior. Se o time deixar a competição, será por falta de plantel. Os pratas da casa Da Silva e Cicinho foram os primeiros remanescentes da equipe que disputou a temporada 2008 a recorrer à Justiça do Trabalho para deixar o Leão. O técnico Carlinhos Dorneles está sofrendo com a irregularidade dos atletas azulinos, que, desmotivados com os atrasos salariais, não têm freqüentado os treinos.
fonte: amazônia - Edição de 27/10/2008
Humilde, Tuna forma jovens talentos

Sem espaço na dupla Re-Pa, candidatos ao futebol profissional correm para a Lusa
LEANDRO LAGE - Da Redação
A Tuna é uma fonte de riquezas para o futebol paraense. Os campos da Vila Olímpica revelaram jogadores como Manuel Maria, Giovanni, Jóbson... Hoje, continuam formando atletas de destaque. Os volantes Paulo de Tárcio, do Paysandu, e Marlon, do Remo, são exemplos disso. Sem dinheiro para grandes contratações, a saída encontrada pela Lusa foi investir nas categorias de base, que funcionam. A duras penas, mas funcionam. E, apesar das dificuldades, ainda têm mais estrutura do que as bases de Leão e Papão.
'É uma luta muito grande dos garotos. Alguns são recompensados, outros não', diz Ronaldo Arruda, 43 anos, técnico do time sub-20 cruzmaltino. A cada vinte ou trinta boleiros das categorias de base, apenas três ou quatro sobem para o futebol profissional. Quem não consegue, fica em segundo plano nos clubes. 'Se entrar algum recurso, vai para o profissional. Daí, o material que era deles vem para o sub-20. O que era nosso vai para o sub-17. E assim por diante', explica o volante Rorati, de 19 anos.
Nascido em Tomé-Açu, Rorati veio a Belém por dois motivos: os estudos e a bola, claro. 'Lá, só fica quem quer ser professor', conta o volante. Na hora de escolher onde jogar, visitou a Vila Olímpica e ficou. 'Escolhi a Tuna porque dá oportunidades para jogadores do interior e porque, apesar dos problemas, oferece mais condições paras os atletas. Não é porque os clubes estão em crise que vou me desmotivar', diz Rorati , que entrou no sub-15 e, hoje, defende o sub-20 tunante.
Além da busca por oportunidades, os aspirantes a jogadores ainda lutam por condições básicas de moradia enquanto estão nos clubes. É o caso do volante Tocantins que, como o próprio apelido revela, veio de longe para jogar futebol no Pará. No começo, treinaria no Paysandu. Depois, se viu obrigado a ir para a Tuna, de onde só quer sair para times de grande porte. 'No Paysandu, eles não davam condições de alojamento para os atletas da base. Então, escolhi vir para cá', conta.
Não é só no histórico de revelações que a Tuna leva vantagem. Para Ronaldo Arruda, outra conveniência da Vila Olímpica é o espaço físico destinado às categorias de base. 'O Paysandu leva seus jogadores para o campo do Tenoné. E não sei nem onde estão treinando os jogadores do Remo', acusa o treinador. Por outro lado, na Lusa, o futebol está longe de ser prioridade. 'O futebol da Tuna não recebe grandes investimentos. Até porque a maior receita do clube não vem do futebol', revela.
Vila é ninho de estrelas
A passagem de ônibus custa R$ 5. Mesmo assim, o meio-campista Castanhal, de 19 anos, faz 'bico', consegue o dinheiro e viaja por mais de uma hora da Cidade Modelo até chegar à sede da Tuna. Não é o aluno mais assíduo, nem o mais talentoso. Mas, sem dúvida, é um dos mais esforçados. 'Só penso em ir para o futebol profissional, arrebentar num time grande para ajudar minha família', diz o jogador, descrevendo o sonho de todos os companheiros da equipe sub-20 cruzmaltina.
Boa parte dos jogadores das categorias de base é como Castanhal, de origem humilde. Por isso, o trabalho nas escolhinhas e nos 'subs' acaba se tornando social. 'Nem todos eles serão jogadores de futebol, mas, pelo menos, estão longe da rua e do crime', argumenta Ronaldo Arruda. Na Tuna, a base é formada por quatro equipes: sub-13, sub-15, sub-17, sub-20. Todas estão lotadas de alunos, que disputam apenas dois campeonatos por ano, o Torneio Metropolitano e o Campeonato Paraense de bases.
Além do clube, os principais investidores desses atletas são os pais. 'A Tuna dá a estrutura, mas é a família quem banca tudo, são nossos pais que nos motivam a continuar', comenta o goleiro Djam Rodrigo, de 18 anos. Vindo de Irituia, interior paraense, Djam começou a jogar nas categorias da base azulinas. Chegou a disputar o sub-17 e o sub-20 pelo Remo, mas, como não teve oportunidades, pediu ajuda para o ex-treinador Carlos Lucena, da Tuna. 'Fiquei aqui pelo apoio e pelo alojamento, que o Remo não oferecia', revela.
Para Djam, a principal desvantagem da categoria de base da Tuna é conseqüência da crise financeira que atinge o clube. 'Aqui, temos alojamento e recebemos todo o apoio, mas ainda falta uma ajuda de custo', diz o goleiro. 'Vontade dos atletas não falta. O que falta é recurso para o futebol amador', complementa o volante Tocantins. Apesar das dificuldades, os atletas das bases continuam treinando três vezes por semana, sem receber nada por isso. Só com a expectativa de, um dia, ser um Manuel Maria, um Giovanni, um Jóbson.
sábado, 25 de outubro de 2008
Nova sala de imprensa do Souza
A nova sala de imprensa será maior e mais confortável do que a atual e melhor localizada. Dará oportunidade aos profissionais de imprensa terem visão constante do gramado de jogo quando estiverem dentro da mesma. Terão também um amplo banheiro anexo, ar condicionado, duas entradas independentes para a sala e cabines para pelo menos seis emissoras de rádio.
Estamos aceitando colaboradores para nos ajudar a concluir mais esta obra no Souza, já visando a possível escolha de Belém como uma das sedes da copa de 2014.
Em breve colocaremos fotos da obra.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Cruzmaltinos dão o exemplo

A Lusa, vale lembrar, terminou o campeonato deste ano na penúltima colocação e terá que garimpar uma das vagas na fase principal do Estadual ainda no final de ano. 'Queremos chegar à fase principal', concluiu o zagueiro João Gomes, capitão e jogador mais experiente da equipe cruzmaltina. 'Por isso, os jogadores tiraram férias em julho e começamos a trabalhar em agosto para preparar um novo time para o ano que vem. Fizemos seis amistosos pelo interior e muitos treinamentos táticos. Por isso, entramos tão bem nesta Copa do Centenário.'
Gomes também apontou o resultado positivo no clássico contra o Remo (3 a 1) como um reflexo da preparação do time para o Paraense. 'Estamos conseguindo bons resultados nos amistosos e trabalhando forte para o Parazão', resumiu.
Quem também aponta o longo período de preparação como um ponto positivo na busca pelo título da Copa do Centenário é o lateral-esquerdo Paulinho, de 19 anos. Para ele, uma boa campanha deixará a equipe ainda mais confiante para o Torneio de Acesso. 'A preparação está certa e o time já vem de bons resultados nos amistosos pelo interior', desejou. 'Esperamos fazer uma boa campanha para chegarmos embalados ao Seletivo.'
Desde que começaram os treinamentos específicos para a Copa do Centenário, há 20 dias, o time tunante vinha trabalhando de manhã e tarde, dando ênfase aos aspectos técnico-táticos. Já remistas e bicolores só passaram a treinar em dois turnos a apartir da semana passada. O União Esportiva, por sua vez, treinou apenas pela manhã durante a semana que antecedeu a primeira rodada. 'Não sei como nossos adversários se prepararam ou como eles estão encarando esse torneio', analisou o zagueiro Ricardo, de 17 anos. 'O que eu sei é que a Tuna entrou para brigar pelo título.'
Leão e Papão ainda são valorizados
Apesar de Remo e Paysandu cambalearem nos últimos tempos e não representarem o mesmo desafio que em temporadas passadas, os jogadores de clubes 'inferiores' continuam considerando um triunfo sobre os tradicionais rivais como um grande feito. É esse o sentimento do técnico Artur Oliveira depois da vitória por 2 a 1 sobre o Paysandu no sábado passado. Com o resultado, o time representado pelo Ananindeua somou três pontos e ocupa a vice-liderança da Copa do Centenário. E agora terá um confronto direto. No dia 1º de novembro, o União Esportiva encara a Tuna Luso, no Mangueirão. 'Além dos pontos somados, vencemos um adversário tradicional que era apontado como favorito à conquista do torneio', analisa Artur. 'É o tipo de jogo que dá chance ao União de entrar na briga pelo título. Foi até uma conversa que tivemos na preleção. Precisávamos vencer para almejar um algo a mais.'
O meia-atacante Flamel concorda com o técnico, mas ele faz questão de lembrar que a competição ainda está no começo e que muita coisa vai acontecer. 'Todos os jogos são importantes e é claro que vencer um time como o Paysandu tem um gosto especial', ponderou. 'Mas ainda temos a Tuna e o Remo pela frente. Aí sim, se vencermos os dois e ficarmos com o troféu, será um feito para entrar para a história.'
Talento precoce com a bola

Uerê, na verdade, chama-se Gilmar Wallacy de Lima Teixeira. Nasceu em Santa Izabel do Pará, em junho de 1994. Há dois anos, foi descoberto por Antenor Ambrósio, treinador da base tunante, e levado para a Vila Olímpica. Disputou o Campeonato Paraense sub-13 ano passado, marcou 34 gols e foi artilheiro da competição. Passou para o sub-15, mas não demorou a ser chamado por Reginaldo Mesquita, o atual técnico da Tuna Luso. 'O professor Reginaldo disse que era para fazer um treino, mas ainda estou aqui, pegando experiência para, quando tiver idade, disputar um Paraense', diz o atacante cruzmaltino.
No início, Uerê ficava desconfiado. Precisou vencer o medo de jogar entre os profissionais. Hoje, apesar da desvantagem física, disputa de igual para igual com os jogadores mais velhos. Com a bola nos pés, impõe respeito. 'Me acho bastante novo, mas a vida de jogador de futebol é assim', comenta. 'Tenho uma oportunidade que, lá na frente, não sei se vou ter'. É provável que Uerê dispute o Torneio do Centenário pela Tuna. No que depender do treinador Reginaldo Mesquita, Uerê é certeza na linha de frente da Tuna. 'O Uerê tem uma idade menor, mas possui um grande potencial', diz o técnico.
Por causa da idade, Uerê não pode assinar contrato de jogador profissional com a Tuna. Mesmo assim, tem vínculo com o clube. Mora na Vila Olímpica, tem as despesas pagas pela Lusa e ainda recebe uma ajuda de custo. De acordo com João Bosco, o supervisor de futebol cruzmaltino, o clube também banca os estudos e mantém contato com a família do atacante, além de dar suporte médico para o jogador. 'O Uerê está sendo preparado nos aspectos físico, técnico e psicológico', defende Bosco. 'Clube nenhum daria condições para que ele tivesse o desenvolvimento que está tendo aqui.'
Complicações legais ainda são um obstáculo
Se não há impedimentos físicos para a atuação de Uerê no elenco profissional da Tuna, podem haver complicações legais. A Constituição Brasileira é clara: É proibido qualquer trabalho para menores de 16, a não ser para os aprendizes com mais de 14 anos. Mas será que o atacante é tratado como aprendiz? Para o técnico Reginaldo Mesquita, embora treine e jogue como profissional, Uerê é um jogador em formação. 'Com essa idade, não é possível nem dizer se ele vai ser jogador de futebol ou não. Por isso, ele recebe um tratamento diferenciado', diz.
Mas, de acordo com Marcelo Freire, procurador do Ministério Público do Trabalho, as condições de Uerê na Tuna Luso são mais do que uma questão física. 'Isso envolve o desenvolvimento psicológico e o vínculo familiar desse adolescente. E se ele não acontecer para o futebol, o que vai fazer? Se olharmos para outros clubes maiores, eles têm um cuidado danado com os meninos das categorias de base', explica Freire. 'Para configurar aprendizagem, tem uma série de requisitos, como o acompanhamento da família e a redução das horas de trabalho para que ele possa estudar', detalha.
De acordo com a Lei Pelé, atletas não profissionais podem receber auxílio financeiro dos clubes em forma de bolsa aprendizagem. Mesmo assim, é papel desses clubes garantir: assistência médica, odontológica e psicológica; seguro de vida; ajuda de custo para transporte; alimentação; higiene; segurança; além de exigir satisfatório aproveitamento escolar. 'Ocorre que os clubes, infelizmente, não conferem essa estrutura para os atletas. Quando conferem, não é para todos. Em São Paulo, no Rio de Janeiro, as categorias de base até dão tudo isso, mas no futebol paraense é difícil', diz o procurador Marcelo Freire.
Para Uerê, no entanto, jogar na Tuna Luso significa poder ajudar financeiramente a própria família. 'Não passávamos fome, mas é importante poder ajudar. Meu pai é agricultor, minha mãe empregada doméstica. É um peso que tiro deles', diz o atacante. Mesmo que os clubes de futebol encham os olhos de adolescentes do interior, o procurador Marcelo Freire argumenta que essa ajuda não serve de justificativa para o tratamento que os clubes dispensam para os jogadores. 'Esse fato não afasta a responsabilidade enorme que o clube tem com esse adolescente', comenta.
ELE FEZ A HISTÓRIA DA TUNA - FEFEU
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Detalhes do jogo contra o Remo
domingo, 19 de outubro de 2008
Copa do Centenário - Tuna derruba os Azulinos

Completamente perdido em um confuso esquema 3-5-2 armado pelo técnico Carlinhos Dorneles, o Remo estreou na Copa do Centenário, ontem à tarde, com uma derrota por 3 a 1 para uma Tuna Luso jovem e renovada, no Mangueirão. Com isso, a Lusa lidera o torneio, com três pontos e dois gols de saldo. O Remo, sem nenhum ponto e com dois gols negativos na bagagem, é o lanterna.
A torcida remista, assim como a do Paysandu, que perdeu por 2 a 1 para o União Esportiva na preliminar da rodada dupla, não marcou presença no estádio. Pouco mais de 1.200 pessoas se deram ao trabalho de pagar ingresso para ver os dois mais tradicionais clubes paraenses ampliarem a enorme lista de vexames da temporada. Parece até que remistas e bicolores estavam advinhando o que aconteceria na tarde de sábado.
No clássico da rodada, o Remo não conseguiu ter o domínio da partida em nenhum momento do jogo. Com um toque de bola rápido e armada para anular as principais peças azulinas, a Tuna do técnico Reginaldo Barros não deixou o adversário respirar na primeira etapa. Apesar disso, o time cruzmaltino não estava com o ataque inspirado e perdeu inúmeras chances de abrir o placar nos primeiros 20 minutos.
O golpe fatal viria sete minutos mais tarde, em outro contra-ataque puxado por Vitinho pela direita. Dessa vez, o garoto foi até linha de fundo e atrasou para a chegada de Cássio, que só teve o trabalho de tocar no contrapé de Adriano e definir o placar: Tuna 3 a 1.
Nos minutos finais, o atacante Garrinchinha ainda conseguiu ser expulso depois de pisar em um adversário e o Remo terminou a partida com um homem a menos em campo. Na próxima rodada, o Leão vai encarar o arqui-rival Paysandu, enquanto que a Tuna decidirá a liderança contra o União Esportiva. Ambos os jogos serão disputados no dia 1º de novembro, novamente em rodada dupla, no Mangueirão.
Tuna Luso
Cartões amarelos: Diego Barros, Ramon e Charles (Remo); Catita e Evair (Tuna Luso)
Cartões vermelhos: Garrinchinha (Remo).
Treinador tunante faz elogios aos jogadores da equipe
Após a vitória no clássico de ontem, contra o Remo, no Mangueirão, o técnico Reginaldo Barros fez questão de elogiar o comportamento dos seus jogadores dentro de campo. 'Desde de que assumi o comando da Tuna, há dois meses, começamos a fazer um trabalho de reformulação dessa equipe. Tivemos a coragem de trabalhar com vários garotos da base e está aí o resultado. Esta partida contra o Remo foi a uma das melhores partidas que a equipe conseguiu realizar sob o meu comando. Conseguimos atuar com velocidade, sempre em busca do gol e, principalmente, tivemos poucos erros, o que foi determinante para este resultado positivo', disse o técnico Reginaldo Barros.
O treinador acredita que a Tuna poderia ter saído de campo com um resultado ainda melhor. 'Pelo que criamos poderíamos ter feito mais gols, principalmete no primeiro tempo quando tivemos o domínio quase total das ações. Mas o importante foi a vitória e conseguimos ser uma equipe compacta, que demonstra o espírito da Tuna', destacou Barros, que logo em seguida fez um alerta aos seus jovens atletas. 'Só não podemos deixar os elogios subirem para a cabeça desses garotos. Eles são muito inexperientes e precisam aprender que só com trabalho sério e respeito aos adversários é que vão conseguir alguma coisa no futebol', ponderou.
fonte: AMAZÔNIA - Edição de 19/10/2008

