sábado, 5 de março de 2011

Breve descrição das danças tradicionais de Portugal e suas histórias


Clube de Jovens Folcloristas Portugueses nas Comunidades
Breve descrição das danças tradicionais de Portugal e suas histórias
http://br.groups.yahoo.com/group/clubejovensfolcloristas


BAILARICO
O bailarico é uma dança popular actual que se baila na região que vai do Alcoa ao Sado, isto é, em toda a região estremenha. Baila-se, sobretudo, nas regiões de Torres Vedras, Caldas da Rainha, Malveira, Sintra e Mafra, pelo que é conhecida pelo nome de «dança saloia». Porém, também no Alentejo, no Ribatejo e no Algarve o dançam. É o bailarico uma das mais típicas e características danças populares portuguesas. É também uma dança simples e ingénua, se bem que ritmada e muito movimentada. A sua simplicidade e o seu ritmo movimentado são bem característicos da sua pureza e genuinidade portuguesas. O bailarico é dançado com dois, quatro ou seis pares. No Ribatejo chamam-lhe bailharico.

CIRANDA
A ciranda é uma dança que se divulgou no século passado e vem inserta em vários cancioneiros. Não tem acompanhamento instrumental, pois baila-se apenas ao som de harmónio e com acompanhamento de canto. Não deve ser uma dança muito antiga entre nós porque o harmónio é um instrumento austríaco que só há um século começou a popularizar-se em Portugal. Trata-se de uma dança que se baila particularmente na Beira Litoral e na região do Norte da Estremadura.

CHULA
A chula ou xula, é uma dança popular portuguesa muito antiga. Gil Vicente refere-se a ela numa das suas peças ou autos teatrais. É uma dança que tem cantador ou cantadeira, ao desafio mas o seu estribilho, ou refrão, é só instrumental. Baila-se a chula - que é uma dança tipicamente nortenha - do Minho à Beira Alta setentrional. Porém, a chula do Alto Douro tem instrumentos especiais e especial maneira de se bailar. Tal como o malhão, a cana-verde e o vira, a chula pode acompanhar-se apenas pelo ritmar da viola ramaldeira e tal como aquelas, que são danças típicas do Minho e do Douro, pode ser acompanhada pela «ronda minhota» (espécie de pequena orquestra campesina composta de clarinete, rabeca, harmónica, cavaquinho, viola, violão, bombo e ferrinhos) ou pela «festada duriense» (que é constituída pelos mesmos instrumentos, menos o clarinete, que é substituído pelas canas).

CORRIDINHO
O corridinho, que também se baila em algumas terras do Ribatejo e do Alentejo, é sobretudo, uma dança algarvia: o Algarve é a sua verdadeira pátria. O corridinho é uma dança antiga, porém, não muito arcaica: reflecte aspectos de danças citadinas adaptadas pelo povo, pois que é no seu aspecto geral, uma dança que se baila ao ritmo da polca-galope. Ora, tanto a polca como o galope são danças estrangeiras citadinas do século passado. O corridinho é bailado ao som do fole ou flaita, isto é, da concertina e consta de duas partes: o «corrido» propriamente dito e o «rodado», que é orientado em sentido inverso ao do corrido. Quando porém, uma segunda parte da moda é mais mexida e o parceiro é de feição, abandonam-se os passos conhecidos e o par rodopia sempre no mesmo lugar, num passo especial a que se dá o nome de «escovinha».

FANDANGO
Do ponto de vista musical o fandango é semelhante ao vira, porém, baila-se de diferente maneira ; de resto, o actual vira é possivelmente o antigo fandango agora dançado em cruz. Dança que nos veio de Espanha, o fandango enraizou-se em Portugal, onde é bailado em quase todo o país desde há muito. O Prof. Armando Leça, que estudou com particular atenção as canções e as danças populares portuguesas, dá o fandango como dança que ainda hoje se baila no Douro Litoral, no Minho, em Trás-os-Montes (terras mirandesas), na Beira Litoral, na Beira Alta, na Beira Baixa, na Estremadura, no Alentejo e no Algarve. Contudo, as regiões onde o fandango é mais bailado e goza de maior preferência do povo são o Ribatejo, as raias minhota e da Beira Baixa (Castelo Rodrigo e Idanha-a-Nova) e as terras interiores de Beira Litoral (Pombal, Ansião, Figueiró dos Vinhos, etc.). Velha dança espanhola, o fandango é também uma dança portuguesa muito antiga. Bocage refere-se a ela e o escritor inglês Twiss, que visitou o nosso país em 1772, diz que viu «o fandango dançado em Portugal com grande galanteria e muita expressão». E Gil Vicente usa às vezes, o termo «esfandangado». No Ribatejo, na Beira Litoral e nas terras raianas do Minho e da Beira Baixa, bem como em algumas regiões do Alentejo e da fronteira algarvia, é onde melhor se baila o fandango. No Ribatejo bailam-no ao som de harmónica (gaita-de-beiços) ou harmónio (gaita-de-foles); já, contudo, em Ferreira do Zêzere, na serra de Tomar, em Mação e em Borba o bailam ao som de guitarra. Nas terras mirandesas (Trás-os-Montes) bailam-no em roda. Há uma dança que é uma miscelânea de vira e fandango: o vira afandangado. O verdadeiro vira afandangado parece ser o do Ribatejo onde muitas vezes, o bailam em cima de mesas. O vira afandangado do Minho vira galego é de feição vocal e baila-se aos pares, de roda. A voga do fandango entre os portugueses está de tal maneira arreigada no seu gosto que o levaram para o Brasil.
Nos estados do Nordeste brasileiro baila-se o fandango; porém, nessas regiões não lhe dão tal nome, mas sim outros nomes que bem denotam que foram os portugueses que para lá levaram essa dança: «bailado dos marujos», «dança dos marujos», «marujada», «chegança dos marujos» ou «barca». No Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul (terras do Brasil), a palavra «fandango» quer dizer «festa», «baile» ou, simplesmente, «reunião onde se dança».

FARRAPEIRA
A farrapeira é uma das mais típicas e belas danças de Portugal. Não se sabe bem desde quando o povo a baila, mas parece ser uma dança bastante antiga, pois o seu aspecto musical aparenta-se com as mais antigas danças da nossa gente do povo. É a farrapeira uma dança do interior nortenho. Melodia que se assemelha à caninha-verde, exige ela um marcador espirituoso. Apesar de ser uma dança típica das Beiras, também no Ribatejo a bailam. Dança bem ritmada, é acompanhada à guitarra e, em algumas regiões, a pífaro e gaita-de-foles. Uma das características da farrapeira é o facto de ela ser uma das raras danças populares portuguesas cujo refrão ou estribilho é instrumental. Julga-se que a farrapeira deve ser uma dança burguesa, ou citadina, que o povo adaptou, pois o seu ritmo é o da polca e a sua marcação faz lembrar as quadrilhas, que, como se sabe, são danças de salão. Ao fim e ao cabo, a farrapeira, com o seu marcador, mais não é do que uma quadrilha campestre.

GOTA
A gota é uma dança popular portuguesa, bailada no Minho, que nada tem a ver com a «jota» espanhola (geralmente conhecida pelo nome de «jota aragonesa»). Há, contudo, íntimas relações entre a gota, o vira, o fandango e a jota espanhola; a gota é, porém, uma espécie de fandango. O fandango distingue-se da gota porque esta possui um carácter mais instrumental. O desenvolvimento melódico da gota aparenta-se com o da tirana, que é, também, uma dança popular portuguesa. A gota baila-se da mesma maneira que o fandango, apenas com um ritmo um pouco diferente.

MALHÃO
Ao malhão também lhe chamam «a moda das caminhas», «a rusga» ou «o Senhor da Pedra». Embora se baile também na Beira Alta, o malhão é uma dança tipicamente minhota, do Minho Litoral, muito semelhante à chula. Dança muito antiga, tem como a chula, acompanhamento de canto: o seu acompanhamento musical é de instrumento e cantador.

REGADINHO
O regadinho é uma dança popular que se vulgarizou no século passado e se baila em todo o Norte do País e também na Beira Litoral. É, por isso, uma dança híbrida, quer dizer: com algo de nortenho e algo de litoral. Dança bem ritmada, é, pouco mais ou menos, uma marcha; este seu aspecto leva-nos a crer que se trate de uma dança de salão ou burguesa, importada de Europa após as invasões francesas. No Norte bailam o regadinho sem acompanhamento instrumental, apenas acompanhado à viola, ao passo que na Beira Litoral o bailam ao som da guitarra.

SAIAS
A moda das saias é uma dança popular bailada principalmente pela gente do Alto Alentejo mas também bailada em algumas regiões do Ribatejo, da Beira Baixa, da Beira Litoral, da Estremadura, da Beira Alta e do Douro Litoral. Contudo, repetimos, é mais característica do Alto Alentejo e das terras interiores da Beira Litoral e do Ribatejo - precisamente daquela região que outrora pertenceu à Estremadura (Tomar, Pombal, Ansião, Figueiró dos Vinhos, Chão de Couce, Avelar, etc.). É uma dança sincopada e, às vezes, com marcador. O ritmo típico das saias é o binário; no Alto Alentejo o binário composto (6/8); no Douro Litoral, as saias têm um ritmo nortenho - binário simples (2/4). Há quem pretenda aparentar as saias com a dança espanhola da Andaluzia conhecida pelo nome de «saeta», porém nada de comum parecem ter, pois as saias são uma dança profana, de divertimento, ao passo que a «saeta» é uma dança acompanhada de canto litúrgico e só bailada como ritual das procissões. A moda das saias tem vários aspectos, por isso há várias modalidades de saias:
a) Velhas - As antigas, em forma de valsa-mazurca;
b) Novas - As actuais, em forma de valsa campestre;
c) Aiadas - Aquelas em que o marcador grita um «ai» no estribilho, a indicar a volta;
d) Puladinhas (ou Pulado);
e) Com estribilho.
As saias são modas acompanhadas de canto. Por isso, as saias são só para cantar ou para cantar e bailar. Quando cantadas, possuem uma letra sem requebro. Quando só cantadas, durante o trabalho, as saias estão para a gente do Alto Alentejo como o tope está para as gentes do Baixo Alentejo.Nas saias, os estilos e modas (a música) bem como os pontos (a letra) são volantes e os seus ritmos, às vezes, variam, chegando a haver, na mesma região, várias saias de estilo e moda diferentes; algumas vezes, o mesmo ponto serve vários estilos, mas o mais vulgar é o mesmo estilo ser cantado com vários pontos. Já no século XVII se dançavam as saias e parece que, então, elas se bailavam um pouco à maneira andaluza; tal modalidade arcaica ainda hoje se encontra em Escalos-de-Baixo. É no Alto Alentejo, bailadas ao som de pandeiro e, às vezes, de pandeiro e adufe, que as saias são mais castiças.

TIRANA
Apesar de melodicamente a tirana ser uma dança meridional, isto é, do Sul, a verdade é que ela se baila exclusivamente do Minho à Beira Litoral, particularmente na região de Coimbra - pois «tiranas» se chama às tricanas de Coimbra. O ritmo da tirana é um ritmo valseado. No nosso teatro ligeiro musicado, bem como nos ranchos folclóricos, dança-se frequentemente a tirana, mas, erradamente, chamam-lhe, a maior parte das vezes, vira. Com a moda das saias, a tirana tanto pode ser só cantada como cantada e bailada como, ainda, bailada com acompanhamento instrumental.

VERDE-GAIO
Embora seja uma dança tipicamente nortenha, o verde-gaio dança-se em quase todas as regiões do País ao norte do Tejo e particularmente no Ribatejo e Estremadura, entre o Lis e o Sado. É uma moda de cadeia com acompanhamento de auto: quadras fixas e várias. Sendo o verde-gaio mais popular no Norte do que no Sul, é curioso notar que é na região entre o Lis e o Sado que o bailam melhor e mais a primor. Em geral o verde-gaio é acompanhado com harmónica ou realejo.

VIRA
O vira é uma das mais antigas danças populares portuguesas; dele já Gil Vicente nos fala na sua peça Nau d'Amores dando-o como uma dança do Minho. Com efeito, o vira é uma dança de tradição minhota, embora se baile, de maneira diferente, também na Nazaré e no Ribatejo, e hoje, se baile à maneira minhota em quase todo o País. O vira é, de uma maneira geral, a dança popular portuguesa mais característica e popularizada. Há inúmeras variantes tanto musicais como na maneira de o bailar: vira de roda, vira estrepassado, vira afandangado, vira valseado, vira-flor, vira de trempe, vira galego, vira ao desafio, vira poveiro (da Póvoa de Varzim), etc. Do ponto de vista musical, o vira pode ser menor ou maior e é muito semelhante ao fandango; porém, o fandango dança-se de diferente maneira. O vira minhoto, isto é, o vira em maior, é semelhante ao malhão e à chula. O vira em menor não é minhoto.O vira não tem estribilho: a quadra da cantadeira repete-a o coro dobrada em terceiras ou somente dois versos e um larai como estribilho; quer dizer: como o vira não tem estribilho, o coro repete os versos dos cantadores. É da praxe minhota começar a cantiga no segundo verso. O vira distingue-se do fandango pelo verso da canção, mais longo no fandango.O vira da Régua é a chula.

BEIRA LITORAL
Pela sua extensão e diversidade de modos de vida das suas populações (as quais apresentam várias mas diferentes características: serranas, piscatórias, influência burguesa de Coimbra, pastoris, simultaneamente rurais e marítimas) a Beira Litoral é, do ponto de vista coreográfico, uma província muito complexa e variada recebendo as suas danças influências de áreas e regiões etnográficas das províncias e concelhos limítrofes. Principais danças: a Farrapeirinha, a Farrapeira, o Regadinho, a Ramaldeira, a Ribaldeira, a Tirana, o Estalado, o Lambão, o Real das Canas, o Vira Valseado (Moldes, Arouca), o Vira de Cruz (Moldes-Arouca), a Cana Verde de Oito (Moldes-Arouca), o Malhão, a Tirana, a Ciranda, a Carrasquinha, a Cana Verde, a Moda Nova, o Senhor de Pedra, o Verde-Gaio, o Vira (em várias modalidades: Vira Flor, Vira Travado, Vira de Treme, Vira Roubado, Vira de Roda, Vira Pulado, Vira Serrado, Vira Valseado, Vira Vareiro (com «marcador»).


Onde se dança o quê ?

ANEXO I

DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DAS DANÇAS POPULARES PORTUGUESAS AINDA EM USO
BAILARICO Estremadura (Região Saloia). Também do Alcoa ao Sado, no Alentejo, no Ribatejo e no Algarve. No Ribatejo também é conhecido por «bailharico».
BAILHOS CAMPANIÇOS Alto Alentejo (Évora).
BALHOS DE CADEIA Baixo Alentejo (embora haja «danças de cadeia» em todo o país).
BALHOS DE RODA Baixo Alentejo.
BALSO MARCADO OU BALSO RASTEIRO Algarve.
BALSO PULADO Algarve.
CANA VERDE Minho (Guimarães) e Entre-Douro-e-Minho (Santo Tirso, Arouca). Variantes : «Cana Verde Ricoqueira», (S. Martinho do Campo, Santo Tirso, Guimarães), «Cana Verde Picada» (idem), «Cana Verde de Oito» (idem).
CARREIRINHA Estremadura.
CHEGADINHO Baixo Alentejo.
CHICOTE Estremadura.
CHOTIÇA Algarve. Ver: «xotiça».
CHOTIÇA COM MARCADOR Ribatejo.
CHULA Douro e Alto Douro. Também do Minho à Beira Alta. Variantes: «Chula Vareira» (Douro), «Chula de S. Martinho da Gandra» (Ponte de Lima), «Vareira Chula» (Paredes), «Chula Virada» (Cinfães), «Chula de Pias» (Cinfães), «Chula de Ramalde». 
CIRANDA Beira Litoral. Também na região norte da Estremadura.
CORRIDINHO Algarve. Também no Ribatejo e Alentejo.
ENLEIO Estremadura.
ESTALADO Beira Litoral.
FANDANGO Ribatejo. Também no Minho, Trás-os-Montes (Terras de Miranda), Douro Litoral, Beira Alta (Castelo Rodrigo), Beira Baixa (Silvares, Idanha-a-Nova), Estremadura (Pombal, Ansião, Figueiró dos Vinhos), Ribatejo (Ferreira do Zêzere, Serra de Tomar, Mação), Alentejo e Algarve.
FARRAPEIRA Beira Alta, Beira Litoral e Ribatejo.
FARRAPEIRINHA Beira Litoral (Ourém e Caixarias onde é dançada com pífaros.
GOTA Alto Minho (Penso, Serra de Arga, Covas). Também em Trás-os-Montes (Terras de Miranda) e Beira Baixa (Escalhão).
LAMBÃO Beira Litoral.
MALHÃO Minho. Também no Minho Litoral (Santo Tirso), Baixo Minho (Vila Verde, Barcelos e Terras da Feira). Variantes: «Malhão de Roubar» (Vila Verde), «Malhão Traçado» (S. Maninho do Campo, Santo Tirso) «Vareira de Barcelos», «Malhão de S. Pedro de Nabais» (Escariz, Arouca, Terras da Feira) e «Piruló» (S. Martinho do Campo, Santo Tirso).
MARCADINHO Baixo Alentejo.
MODA DO INDO EU Beira Alta. Também noutras localidades do país.
PULADINHO Alentejo.
RAMALDEIRA Beira litoral e Estremadura.
REAL DAS CANAS Beira Litoral.
REDONDINHA Baixo Alentejo.
REGADINHO Beira Litoral.
REINADIOS Estremadura.
RIBALDEIRA Beira Litoral e Estremadura.
SAIAS Alto Alentejo (Portalegre). Também na Estremadura (Pombal, Ansião, Figueiró dos Vinh101 Avelar), Ribatejo (Tomar), Beira Baixa (Escalos de Baixo), Beira Litoral e Douro Litoral.
SALTO EM BICO Alto Alentejo.
SEGUIDILHAS Algarve (Vila Real de Santo António) e Alentejo (Barrancos).
TAREIO Beira Alta.
TIRANA Minho (Carreço) e Beira Litoral (Coimbra). Também Douro Litoral (Terras da Feira, onde é um vira).
TOPE Baixo Alentejo.
VAREIRA Minho.
VERDE GAIO Estremadura. Também algumas localidade nortenhas e Ribatejo, região de entre o Lis e o Sado.
VIRA Minho (Entre o Douro e Minho, Alto Minho e Baixo Minho). De certo modo baila-se em todo o país. Variantes: «Vira de Santa Marta de Portuzelo», «Gota de Carreço», «Rosinha de Afife», «Rosinha de Serra de Arga», «Serrinha ou Espanhol» (Arcos de Valdevez), «Salto do Soajo» (Alto Minho), «Vira Velho de Vila Verde» (Baixo Minho), «Mugiga de Santa Maria da Reguenga (sul do concelho de Santo Tirso, Terras da Maia), «Vira de Cruz» (Arouca, Terras da Feira e Moldes), «Vira Valseado» (Moldes, Arouca e Terras da Maia), «Tirana» (Lugar do Corvo, Arcozelo-Vila Nova de Gaia, Terras da Feira), «Tirana de Cidacos» (Oliveira de Azeméis, Terras da Feira), «Vira da Areia» (Nazaré), «Vira Poveiro» (Póvoa de Varzim). Outros : «Vira Galego», «Vira ao Desafio», «Vira Roubado», «Vira Flor», «Vira de Roda», «Vira Estrepassado», etc.os, Chão de Couce, 


ANEXO II
BRINCADEIRAS E JOGOS BAILADOS
«GIRÓ-FLÉ-FLÉ-FLÁ»
«QUEM ANDA NO MEIO»
«ROSA BRANCA AO PEITO»
«A MODA DO INDO EU»
«AS POMBINHAS DA CATRINA»
Também, de certo modo e por determinados aspectos da sua coreografia, a «Carreirinha», a «Farrapeirinha», o «Regadinho», os «Reinadios» e a «Tia Anica de Loulé», são brincadeiras ou jogos bailados.

Bolinho de Bacalhau à Moda Portuguesa


Enquanto a bola não rola, aprenda a fazer bolinhos de bacalhau portuguêes

Uma tradição passada de mãe para filhos há gerações 

AUTOR DA RECEITA
Jose Peleteiro

ingredientes: 1 ovo, 1kg de batata tipo asterix, 1kg de bacalhau e 1 maço de salsinha.

modo de preparo

Deixe o bacalhau de molho 1 dia.
Pique bem toda a salsinha.
Cozinhe o bacalhau só na água e depois desfie.
Usando a mesma água que foi usada para cozinhar o bacalhau cozinhe a batata e depois amasse bem (enquanto quente).
Quebre o ovo e misture tudo.
Frite com o óleo bem quente e sem adicionar farinha ou empanar.

sexta-feira, 4 de março de 2011

CAPITAL STEAK HOUSE. Uma experiência gastronômica para toda a família.


      O CAPITAL STEAK HOUSE é um restaurante ao estilo casual dinning americano, tendo como especialidade carnes nobres com cortes especiais, temperadas e preparadas com receitas exclusivas.

      Sucesso absoluto, a rede possui lojas em bairros nobres da cidade onde teve sua origem. Em seu processo de expansão, inaugurou sete franquias e já tem mais algumas agendadas.

      Os restaurantes CAPITAL STEAK HOUSE possuem um ambiente descontraído e casual, além de uma ampla visibilidade interna e externa, atendimento rápido e eficiente, estacionamento fácil e uma culinária especializada.

     A rede investe muito no entretenimento de seus clientes, sempre com a intenção de proporcionar diversão. Um sistema de multimídia totalmente inovador controla TV’S de LCD espalhadas estrategicamente em suas lojas. Estes aparelhos exibem videoclipes, trilhas de filmes, eventos esportivos e comerciais extremamente selecionados. Tudo isso com um sistema de áudio agradável.

      A filosofia do CAPITAL STEAK HOUSE pode ser definida em três palavras: criatividade, inteligência e energia, que permeiam todas as realizações do restaurante e são os alicerces que estruturam a metodologia de todas as unidades.

      O diferencial dos produtos oferecidos pelo restaurante é justamente a técnica utilizada no processo de preparação dos alimentos, com temperos especiais, temperaturas certas, molhos e combinações exclusivas a cada pedido. As carnes servidas são adquiridas dos melhores fornecedores do Brasil e do exterior. Produtos selecionados com alto padrão de qualidade garantem um sabor especial a todos os pratos.

      Aberto todos os dias da semana com opções que passam pelo almoço, happy hour e jantar, o CAPITAL STEAK HOUSE é o local ideal para celebrar um evento, encontrar amigos e cultivar as amizades. É o melhor motivo para sair de casa e aproveitar a vida com o que ela tem de melhor.

      O restaurante é procurado para reserva de eventos e confraternizações onde a alegria é predominante.

      Ideal para a família, com espaço dedicado às crianças com uma brinquedoteca bastante diversificada, proporcionando aos pais tranquilidade e às crianças diversão.

      A união perfeita entre local agradável, chopp geladíssimo, drinks variados e culinária especial, com destaque em carnes grelhadas, torna o CAPITAL STEAK HOUSE a primeira opção quando o assunto é gastronomia e diversão. Seu cardápio possui uma série de opções que agradam a todos os gostos, até mesmos aos mais exigentes conhecedores da culinária internacional.

      Tudo isso com uma equipe de funcionários muito bem preparada. Os gerentes e atendentes do CAPITAL primam pela educação, atenção e gentileza, sempre atentos aos mínimos detalhes para proporcionar aos clientes momentos de lazer inesquecíveis.

      O CAPITAL STEAK HOUSE espera você, sua família e seus amigos para experimentar essa nova e única experiência.
Brasília
CAPITAL STEAK HOUSE
CLSW 104 Bloco A
Sudoeste
Brasília / DF

CAPITAL STEAK HOUSE
Setor de Clubes Sul trecho 02
Pier 21
Brasília / DF

CAPITAL STEAK HOUSE
Rua 36 norte lote 5
Shopping Quê
Águas Claras
Brasília / DF



Goiânia
CAPITAL STEAK HOUSE
Avenida 136 n° 510 Quadra 239
Lote 1E
Setor Marista
Goiânia - GO

CAPITAL STEAK HOUSE
Av. T-10 1300 Quadra. A
Lote 10/18
Goiânia Shopping
Goiânia / GO 

Belém
CAPITAL STEAK HOUSE
Avenida Visconde de Souza Franco N° 776
Shopping Boulevard
Belém - PA
Rio de Janeiro
CAPITAL STEAK HOUSE
EM BREVE
Vila Velha
CAPITAL STEAK HOUSE
Av. Dr. Olívio Lira, 353
Praia da Costa
Shopping Praia da Costa
Vila Velha - ES
































Nota:  
Além do apetitoso cardápio de coisas boas que você acabou de ler acima, o CAPITAL STEAK HOUSE também é um dos patrocinadores do futebol da Tuna Luso Brasileira no Parazão 2011. Passe lá e comprove o bom gosto!
 

FOTOS DA FESTA DO ANIVERSÁRIO DE 108 ANOS DA TUNA LUSO


Fotos da festa comemorativo pela passagem do aniversário de 108 anos de fundação da Tuna Luso Brasileira. O dia do aniversário foi 01 de janeiro mas a festa só aconteceu no dia 28 de janeiro, com evento ocorrido na boite refrigerada do clube. 


fotos: José Pantoja jopantoja@gmail.com

quinta-feira, 3 de março de 2011

Maré imprópria adia regata na Baía do Guajará

PERIGO - Remo, Paysandu e Tuna concordaram que não havia clima para remar ontem
Maré muita tempestuosa transferiu a primeira regata do campeoanato de remo para o mês de março. A decisão pelo adiamento da competição ocorreu de comum acordo entre os técnicos dos clubes, com o aval da Federação Paraense de Remo - Fepar. Segundo o presidente em exercício da Fepar, Luizomar Santos da Costa, de 43 anos, a tábua da maré favorecia a realização da regata, contudo, como explicou, a 'mãe natureza' se encarregou de mudar o percurso, tornando-a uma maré bastante revolta, imprópria para navegação dos barcos a remo.
‘’A chuva fina antes do amanhecer até me deixou feliz, pois quando isso acontece a maré fica igual ‘tapete’, bem lisa, como realmente estava ontem (sábado), mas quando cheguei aqui, por volta das 6h30, a maré estava ‘ pipocando’, fazendo muita marola; fiquei preocupado com a situação. Então, passamos a esperar, sempre na expectativa da maré baixar; daí começamos protelar a largada. Deu 9 horas,10 horas,10h30, nada de vazante; então os técnicos Raimundo Araújo (Remo), Wildemar Assis (Tuna) e Elton Rocha (Paysandu) decidiram adiar a regata até pelo fato de que começar regata 11 horas não é muito apropiada aos remadores. Os atletas correm risco de acidentes e para conservar suas integridades e os clubes seus barcos, a solução coerente foi transferir para outro mês’’, contou Luizomar. Houve reclamações de alguns torcedores, que cobraram da federação consulta na Capitania sobre tábua de maré do mês de fevereiro. Indagado, Luizomar disse que fez consulta e pela tábua, a maré seria proprícia à regata. ‘’A natureza é fantástica. Tudo estava bem, e de repente mudou todo cenário’’, avaliou.
À noite de amanhã, os clubes se reúnem na Fepar para definir nova data da regata. Como a primeira não aconteceu, pode ocupar data da segunda marcada para o dia 27 de março. ‘’Os clubes decidem pela data mais coerente’’, disse.
O secretário da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer - Seel, Christian da Costa, chegou na Estação das Docas justo no momento em que a Fepar anunciava ao público transferência da regata. ‘’Dá pra notar a brabeza da maré. Assim fica dificil competir’’, enfatizou. O secretário garantiu apoio ao remo paraense.
fonte: Portal ORM - 28/02/2011

Tuna Luso lidera ranking do futsal e trouxe medalha de ouro da Copa Amizade

A Tuna luso Brasileira permanece liderando o ranking dos times filiados com mais títulos na categoria sub 13. A informação foi dada pela federação de futsal do Pará esta semana. A Tuna Lusa aparece em primeiro lugar com 16 títulos conquistados (1967, 1969, 1971, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1980, 1982, 1984, 1985, 1987, 1988, 1992), seis títulos a frente do segundo lugar, a equipe do Clube dos Oficiais da Polícia Militar.

Recentemente, entre os dias 18 a 20 de fevereiro a delegação da categoria sub 15 participou da Copa da Amizade realizada em Salinopólis. Estiveram competindo dez times do Pará e do Rio de Janeiro, entre eles o renomado Esporte Clube Machenzie. Na competição o time Cruzmaltino foi campeão nas categorias sub 15 e sub 17, e vice campeão no sub 11.

Campeonato Paraense 2011
Agora os atletas se preparam para participarem do campeonato paraense que irá iniciar no dia 26 de abril com as categorias sub9, sub11, sub13, sub15 e sub17. Em seguida acontecem as disputas entre as categorias sub 20 e adulto.

Os treinos acontecem de segunda a quinta-feira entre 5h e 21h. De acordo com o diretor de futsal, Jânio Nogueira, o clube agora esta em ritmo acelerado para conseguir o alvo maior que é o troféu de campeão. “Estamos valorizando os jogadores do interior como Capanema, Mocajuba, Salinas e Mãe do Rio para tentar conseguir o que foi nosso a muito tempo, que é o título de campeão”, disse confiante Nogueira.
fonte: Blog Oficial da Tuna

Tuna faz treino físico visando o 2º turno



Eliminada do primeiro turno do Parazão, a Tuna Luso agora faz treinos físicos focando o segundo turno do campeonato. O elenco tunante terá folga durante o período de carnaval, mas na Quarta-feira de Cinzas todos os jogadores se reapresentam para começar a fase de treinamentos táticos e técnicos. 

Assista à reportagem da TV RBA, no link abaixo:
http://www.diarioonline.com.br/videos_interna.php?id=te0pG7adnlA

fonte: Rádio Clube do Pará - DOL edição 04/03/2011

Tunantes ainda lamentam perda da vaga

A eliminação do primeiro turno do Paraense, diante do Cametá, continua sendo lamentada pelo técnico Flávio Goiano e jogadores da Tuna Luso. Para eles, o time merecia melhor sorte e hoje poderia estar se preparando para o confronto com o Remo, pelas semifinais da Taça Cidade de Belém. "Fomos vítimas da arbitragem", acusa o treinador, que disparou contra o árbitro Andrey da Silva e Silva, que dirigiu o jogo contra o time cametaense. O discurso é seguido pelos atletas. Todos criticam a não marcação de um pênalti em favor do time, que poderia ter mudado a história do time no campeonato. Ao mesmo tempo que se queixam da saída do time, os tunantes procuram reencontrar o ânimo para o returno.
O trabalho continua. O campeonato não terminou", prega Goiano. O treinador decidiu em parceria com o preparador Fabian Trindade que o grupo, após a eliminação do turno, treinará apenas em um período por toda esta e a próxima semana. Também ficou determinado que os treinos serão apenas de ordem física. Somente próximo da estreia da equipe na Taça Estado do Pará é que o elenco voltará a tocar em bola, inclusive com a disputa de pelo menos dois ou três amistosos. As partidas devem ser contra equipes amadoras do subúrbio ou mesmo seleções do interior.
fonte: Amazônia Jornal - edição 03/03/2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

RESULTADO DA AÇÃO CRUZMALTINA de 26-02-2011

CARTELA DISTRIBUÍDAS E VENDIDAS:

210/710 / 121/621 / 122/622 / 123/623 / 124/624 / 125/625 / 181/681 / 182/682 / 183/683 / 184/684 / 003/503 / 042/542 / 041/541 / 082/582 / 083/583 / 084/584 / 085/585 / 086/586 / 087/587 / 088/588 / 061-561 / 062-562 / 063-563 / 064-564 / 065-565 / 066-566 / 067-567 / 068-568 / 069-569 / 070-570 / 071-571 / 072-572 / 073-573 / 074-574 / 075-575 / 076-576.

Os números sorteados foram:
Prêmio Bilhete

21.954
08.229
59.626
48.083
27.468
Como não tivemos ganhadores nesta Ação Cruzmaltina, deveremos realizar uma outra campanha utilizando os mesmos prêmios que não foram sorteados e acrescentaremos outros dois, totalizando agora cinco prêmios. Dessa vez, baixaremos o valor da cartela para R$5,00 (cada). Esperando poder continuar contando com a colaboração de todos que prestigiaram e compraram as cartelas da Ação Cruzmaltina. O numerário arrecadado foi integralmente usado na compra de material esportivo para o futebol de base, futebol feminino e futebol profissional da Tuna Luso.
O sorteio realizado neste sábado, 26/02, às 19:00h, pela Loteria Federal,  não teve ganhadores entre os participantes da Ação Cruzmaltina. 
3º 59.626

TOTAL DE CARTELAS VENDIDAS: 36
TOTAL ARRECADADO (R$30,00 cada) = R$1.080,00.
TOTAL DE COMPRAS EFETUADAS DE 13 A 15/02/2011: R$2.959,32. (CONFORME RECIBOS EMITIDOS PELA SECRETARIA DA TUNA).