A torcida cruzmaltina está ansiosa com a estreia da equipe lusa no Parazão 2011.
A dúvida que fica é quem será o novo substituto do meia Fininho, que arrebentou no
título da primeira fase e foi para o Remo. A “eterna promessa”, André Barata,
que hoje está com 26 anos, é um dos postulantes ao cargo de maestro do meio-
campo tunante. O Bola foi atrás do atleta, que revelou várias passagens de sua vida,
além de revelar estar bastante otimista para esta temporada. Confira:
Bola - Hoje você está com 26 anos, mas já teve experiências em vários
clubes. Conte-nos sobre seu começo no Clube do Remo.
Barata - Minha passagem no Remo foi maravilhosa pra mim. Comecei aos 13
anos no futsal do clube e com 17 assinei meu primeiro contrato profissional, onde
aprendi muitas coisas no futebol. Passei cinco anos lá e pude dar um certo conforto
para minha família. Fui campeão paraense e brasileiro. Se o Amaro (Klautau
, ex-presidente) continuasse provavelmente eu iria assinar com o clube. Tô muito feliz
aqui na Tuna. O Flávio Goiano (treinador) e a diretoria me acolheram da melhor
forma possível. Falta só perder alguns quilinhos para poder voltar a jogar.
Bola - Depois da sua passagem pelo Remo, como foi o restante da sua carreira
até aqui?
Barata - Depois que eu saí do Remo, em 2007, eu fui para o Juventude, disputar a
Série A do Campeonato Brasileiro. Depois passei por Tupi (MG), Flamengo de
Guarulhos e, em 2010, passei pelo meu último clube, o Araripina (PE). Depois de
passar por Pernambuco, tive uma proposta para jogar no futebol da Tunísia. Pensei
que ia mudar minha vida, mas infelizmente nem cheguei a jogar lá, fui enganado pelo
meu empresário. Queria ajudar minha família, que precisa muito de mim. Meus pais
estão desempregados e dependem de mim para sobreviver.
Bola - Você tem uma tatuagem no antebraço esquerdo em homenagem
à sua família. Como é ter a responsabilidade de sustentar uma casa,
sendo tão jovem? Isso interfere no seu desempenho nas partidas?
Barata - Um pouco, né? Porque a cada dia que passa, cada disputa de bola,
cada passe fico pensando: minha família precisa de mim. Me sinto um pouco
pressionado, mas a minha família sempre me apoia, e isso me incentiva. O que
eu faço, hoje, é pra eles. Passei três meses desempregado, e foi muito difícil,
ficavamuito preocupado com meus familiares.
ficavamuito preocupado com meus familiares.
Bola - Com a indefinição do meia Jaime em acertar com a Tuna, você se
considera o mais habilitado para ser o substituto do meia Fininho,
herói da conquista da primeira fase?
Barata - Com certeza, né? Acho que vim pra cá para somar e vou fazer meu melhor.
Não sei se tenho as mesmas características dele, nunca o vi jogar, mas eu pretendo
fazer sucesso aqui na Tuna. Estou muito focado nisso. Espero que a torcida da Tuna
grite meu nome que nem gritava o dele. Vou fazer essa torcida voltar a viver os
bons momentos do passado. Esse vai ser o ano da Tuna.
Bola - Você foi contratado para ser titular. Atualmente, você está fora de
forma e sem ritmo de jogo. Como você pretende reverter esse quadro?
Barata - A primeira coisa é trabalhar. Depois, eu pego o ritmo. Acho muito difícil
começar algum jogo como titular no momento. Mas, conforme eu pegue o ritmo de
jogo, eu vou chegar com o treinador e falar: “Flávio, eu tô preparado. Quando tu
precisares, eu vou entrar e não vou mais sair”. Estou muito tranquilo sobre isso.
jogo, eu vou chegar com o treinador e falar: “Flávio, eu tô preparado. Quando tu
precisares, eu vou entrar e não vou mais sair”. Estou muito tranquilo sobre isso.
Bola - No começo da sua carreira, você era tido como uma grande promessa.
O que faltou para sua carreira terdeslanchado?
Barata - Naquela época (início da carreira), não fui muito bem orientado,
tinha outra cabeça, era moleque. No Remo, eu saía muito, ia muito para festas.
Antes, todo mundo falava “vi o Barata ali, vi o Barata acolá”. Hoje não existe mais isso,
ninguém mais fala mal de mim. Meu objetivo, no momento, é ser campeão pela Tuna.
fonte: Diário do Pará

Desejo sucesso ao jogador. Que ele possa ser mesmo um valioso reforço ao elenco de jogadores que já estão treinando. O elogio dele à Tuna e a sua torcida foram uma mostra de gentileza e de disposição para fazer boas partidas pelo time cruzmaltino. Tenho certeza de que o empenho dele será recompensado e reconhecido pela nossa torcida.
ResponderExcluirUm abraço cruzmaltino.
Márcio