domingo, 19 de dezembro de 2010

Flávio Goiano transita entre funções no futebol

A recuperação da Tuna Luso na primeira fase do Parazão, em grande parte, deve-se ao trabalho do coordenador e agora técnico Flávio Goiano. Sua vontade de voltar ao “seu lugar”, como define Belém, era tão grande que recusou proposta para trabalhar no Vasco. “Tenho família e negócios aqui. Eu adoro essa cidade. O PC (Gusmão), com quem trabalhei em outros clubes, me chamou para acompanhá-lo no Vasco, mas preferi o projeto da Tuna. É aquela história: Você dá um passo atrás agora para dar dois no futuro. Não que a Tuna seja pequena. Tenho muito carinho por este clube e pretendo enriquecer minha carreira aqui”, relata.

Com apenas 38 anos, ele exerce as duas funções, bem ao estilo Vanderlei Luxemburgo, como um verdadeiro “manager”. Mas o início desta história foi nas categorias de base do Goiás, como jogador, aos 16 anos. Depois, rodou por vários clubes, como Remo, Paysandu, Tuna, Portuguesa, América de Natal e outros. Encerrou a carreira aos precocemente, aos 29.

“Depois de 13 anos de profissional, resolvi largar o futebol como jogador, sem nunca ter me lesionado. Queria investir na minha carreira como dirigente. Fui também técnico e auxiliar em muitos clubes. Não tenho preferência. O que desejo mesmo é trabalhar no futebol, até porque, para mim, dirigente e técnico são funções muito próximas”, constata. Sua carreira como dirigente teve início no Goiatuba (GO), onde também fez o papel de treinador. Nos dois últimos anos, acompanhou o treinador PC Gusmão, até decidir aceitar o desafio na Tuna.

Antes de sua chegada, os jogos da Elite do Norte proporcionavam um verdadeiro “show de horror” para a sua torcida, que andava descrente com a classificação para a fase principal do Parazão. O técnico Zé Carlos cedeu então seu lugar e trocou de função com Flávio Goiano, passando a ser o coordenador e Flávio assumiu o time na beira do gramado. Da água pro vinho, o escrete cruzmaltino conseguiu duas vitórias seguidas.

Ele relata as dificuldades que teve para chegar até a atual condição, de sua equipe disputar ponto a ponto a classificação. “Nós começamos o planejamento para este campeonato muito antes dos demais, desde agosto. Antes disso, não tínhamos nada. Jogadores, comissão técnica e tudo o mais fomos formando com o tempo. Hoje, a gente tem um plantel de qualidade. A volta da Tuna é muito importante”, diz.

Sobre as próximas partidas, Flávio destaca o equilíbrio entre as equipes. “Todas estão muito fortes. Infelizmente, não dependemos apenas de nossas forças para nos classificarmos. Mas vamos lutar até o fim. Nosso foco é sempre a próxima partida. Uma coisa de cada vez”, conclui.
fonte: Diário do Pará

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