Projeto Esporte Adaptado é gratuito e realiza trabalhos com a pessoa com
deficiência na faixa etária de 11 a 18 anos. Entre os esportes, estão futebol e natação

A Tuna Luso formalizou uma parceria com o Projeto
Esporte Adaptado, que visa desenvolver atividades físicas com crianças e
jovens com deficiência na faixa etária de 11 a 18 anos. O trabalho é
realizado pelo professor de educação física Valdir Aguiar há cinco anos
na capital paraense. Quem tiver interesse em participar das diversas
modalidades esportivas podem se inscrever de forma gratuita, sem
pagamento de mensalidade.
As atividades estão voltadas para a pessoa com deficiência
visual, física, intelectual e paralisia cerebral. Dentre os esportes
ofertados pela parceria entre clube e projeto estão: futebol de cinco e
sete, natação, atletismo, tênis de mesa, esgrima em cadeiras de rodas e
bocha (esporte de seis bolas onde os jogadores fazem pontos ao deixá-las
mais próximas de um alvo). As inscrições podem ser feitas nos dias das
aulas, às quintas-feiras, das 9h às 11h, e aos sábados, das 8h às 11h,
na sede tunante localizada na avenida Almirante Barroso, em Belém.
Natação é uma das atividades realizada pelo projeto de Valdir Aguiar (Foto: Júnior Cunha)
–
Temos uma emoção muito grande ao ver que o projeto está dando cerco.
Desde quando iniciou, há cinco anos, tive a fé em Deus que iríamos ter
sucesso e é o que vem acontecendo. Só tenho a agradecer aos amigos que
colaboram e à Tuna que não cobra nada para nós. É um projeto que sonhava
há muito tempo e hoje é uma realidade. Todos somos voluntários, mas
nosso pagamento é o abraço das crianças, os olhares, os gestos. A
demanda vem crescendo, temos 46 crianças, mas esperamos chegar em 80.
Então só tenho que agradecer a todos que olham por nós – comentou
Valdir, de 52 anos.
Ao todo, 14 profissionais fazem parte do Projeto Esporte
Adaptado, sendo cinco professores de educação física, um fisioterapeuta,
um terapeuta, uma enfermeira e quatro estagiários de educação física,
além de dois coordenadores. No momento, a ação, que teve início em
fevereiro, conta com 46 alunos matriculados. Apesar da parceria com a
Tuna e da força de vontade dos voluntários, o projeto ainda enfrenta
algumas dificuldades.
– Apesar de ser um trabalho gratuito, alguns de nossos atletas
tem dificuldades financeiras para a locomoção, mas nós seguimos
caminhando, em busca dos objetivos. A Tuna abriu as portas para nós, o
presidente aceitou na hora o projeto e isso foi muito bom. Temos
dificuldades, mesmo com a parceria, em conseguir alguns materiais para
treinos e buscamos um “padrinho” para o projeto – disse Valdir Aguiar.
*Kaio Rodrigues, sob supervisão de Gustavo Pêna.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/pa