QUANDO A PAIXÃO PELA TUNA VIROU MÚSICA: O HINO CONTADO POR MESTRE SOLANO
Se você é paraense, certamente já ouviu,
mesmo que involuntariamente, o nome ou alguma música do abaetetubense José
Félix Solano, o Mestre Solano. Próximo de completar 85 anos de vida, e mais de
70 de carreira, o mestre é um dos principais nomes da Guitarrada, sendo
patrimônio vivo da cultura amazônica. Autor de clássicos como “Americana”,
gravado em 1984, e “O Som da Amazônia”, de 2013, o mestre é um guardião de
inúmeras histórias e memórias sobre a cena musical (que ele ajudou a construir!)
da região. Uma dessas histórias envolve o seu time de coração: a Tuna Luso
Brasileira!
O Blog Tunante conversou com o Mestre Solano, que nos enviou um registro único para documentar essa história fantástica: a sua composição do hino da Tuna Luso Brasileira. Nos conta o mestre que ele começou a frequentar os jogos da Tuna ainda na juventude, quando se mudou pra Belém. Neles, ele foi o percursor da “Charanga”, grupo musical que, até hoje, anima os jogos e os torcedores nas velhas arquibancadas do Estádio Francisco Vasques. No final da década de 1960, ele foi convidado por dois dirigentes e grandes nomes da história tunante, Manoel Chipelo (foto 1) e Raimundo Fidalgo (foto 2), para propor um hino, que hoje movimenta as arquibancadas do Francisco Vasques.
| Foto 1: Manoel Chipelo. |
| Foto 2: Raimundo Fidalgo. |
Mas, para melhor contar essa história, fiquemos com o relato precioso, em primeira pessoa, do grande mestre, no vídeo:
Ter um hino composto por um elemento fundamental da nossa cultura, história e cena musical nos enche de orgulho! Felizmente, conseguimos documentar essa história ouvindo diretamente uma das maiores vozes da guitarrada amazônica. Obrigado, mestre! Nosso hino é um presente, canção que ecoa, e sempre ecoará, em nossas bancadas e corações.
Gostaríamos de registrar nossos profundos agradecimentos ao Mestre Solano pela disponibilidade, também à professora Katia Melo, produtora e filha do mestre, agente de condução entre nosso pesquisador e o mestre, permitindo que essa história fosse contada, enviando esse registro diretamnete de Santarém (PA). Muito obrigado, professora Katia!
Texto, pesquisa e produção: Italo
Souza.